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Férias frustradas: 7 destinos para evitar

Férias frustradas é o pior dos remédios

Evite férias frustradas.Uma mudança brusca no dia a dia, espairecer, descansar, conhecer outras culturas, aprender melhor outros idiomas. Esses são apenas alguns dos motivos para escolher o local ideal para viajar. As opções são milhares, tanto no Brasil quanto ao redor do mundo. Em todos os cantos do planeta existem lugares que merecem ser conhecidos. Basta promover o ‘casamento’ de suas aspirações e o que os destinos oferecem.

Contudo, mesmo os que gostam de se aventurar por destinos inusitados devem estabelecer alguns limites sobre até onde podem ir nas férias. Há locais onde as condições apresentadas trazem riscos em relação à doenças, infraestrutura precária e, principalmente, ameaça à integridade física dos visitantes. Como diria o filósofo popular, nesses casos o melhor é dizer “me inclua fora dessa” e buscar outro lugar para conhecer. Veja a seguir quais são os piores recantos do mundo para visitar:

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Afeganistão (e outras zonas de guerra)

O clima árido e desértico em boa parte do país seria o suficiente para descartar o Afeganistão como um destino para férias. Mas esse, na realidade, é o menor dos problemas. A falta de atrações é superada largamente pelos conflitos que tornam o país em um dos lugares mais violentos do mundo. Considerado um dos berços do Taleban, movimento nacionalista que teria laços profundos com a organização terrorista Al-Qaeda, o país, que durante anos (1979 a 1989) resistiu à invasão da então União Soviética, é alvo de ações militares dos Estados Unidos.

Estima-se que cerca de 15 mil vidas tenham sido perdidas desde setembro de 2001, quando os norte-americanos passaram a atacar duramente a região. Embora a situação tenha se acalmado um pouco, os conflitos continuam e ataques terroristas fazem parte do cotidiano da população, submetida a leis extremamente opressoras.  Não há segurança sequer para os locais. Tampouco para os estrangeiros.

Não é a única região que pode ser incluído em um pacote de ”zonas de guerra”’.  Em maior ou menor grau, Ucrânia, Síria, Palestina, Iêmen, Sudão, Paquistão e Iraque também podem fazer parte da lista de destinos onde atentados terroristas, sejam de Estado quanto de organizações, fazem parte da rotina e devem ser evitados por quem tem o desejo de voltar inteiro das férias.

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Ilha de Ramree, Myanmar

Ainda que as guerras e sua brutal violência sejam um dos motivos principais para descartar destinos para férias, há outras questões que são suficientemente fortes para deixar alguns lugares de fora de suas próximas viagens. Com pouco menos de 1,5 quilômetros quadrados, a Ilha de Ramree traz uma ameaça diferente à vida dos visitantes.

Pertencente a Myanmar, um dos países mais instáveis politicamente do país e sede de frequentes golpes de estado, o maior inimigo de quem pisa na ilha são os crocodilos. Seus centros populacionais são rodeados por pântanos repletos dessa faminta espécie. Há muitos registros de acidentes com turistas mordidos por crocodilos, o que certamente é motivo certo de ter as férias frustradas.

O local ficou famoso pelo confronto entre ingleses e japoneses no início de 1945, durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Os britânicos lançaram uma operação militar para tirar dos asiáticos o domínio da região. Os nipônicos resistiram e, como estratégia para não serem massacrados, tiveram que criar uma rota de fuga que envolvia 16 quilômetros dos manguezais da Ilha. Não foram mortos pelos inimigos humanos, mas dizimados pelos crocodilos gigantes. Dos aproximadamente mil soldados que participaram da incursão, só 20 sobreviveram.

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Nigéria

A possibilidade de se contrair uma doença é outra hipótese que deve ser considerada na hora da escolha de um lugar para férias. No oeste da África, Nigéria, Libéria, Serra Leoa e Guiné foram atingidas recentemente por um surto do mortal vírus Ebola, causador da febre hemorrágica.  Acredita-se que mais de duas mil pessoas morreram, incluindo aquelas que seguiram para os locais visando combater a doença.

A epidemia foi controlada, mas a possibilidade de contaminação ainda existe e faz com que os países devam ser riscados da lista de locais para não ter as férias frustradas. No caso específico da Nigéria, ainda é possível fazer um ‘combo’ de motivos. Além de possuir um governo ditatorial, frequentemente explodem violentos conflitos entre alguns dos mais de 500 grupos étnicos que se espalham pelo mais populoso país da África. Motivo de sobra para não carimbar o passaporte.

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Estrada Yungas, Bolívia

Para quem gosta de dirigir, um dos mais prazerosos meios de conhecer um lugar é alugar um carro e cair na estrada. Isso não vale, no entanto, para quem visita a Bolívia. A estrada Yungas, que liga La Paz a Coroico, é uma das mais perigosas do mundo. Ter férias frustradas aqui com uma simples pane no carro não é tão difícil. Com aproximadamente 50 quilômetros de extensão, beira a Cordilheira dos Andes, com alguns trechos a mais de três mil metros de altura.

Extremamente sinuosa, sem asfalto, sinalização adequada ou muretas de proteção que possam evitar a queda no abismo, basta errar uma curva para ser vítima de acidente. A situação fica ainda pior devido à frequente neblina que cobre trechos da estrada tornando ainda mais difíceis as condições de direção.

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Ahal, Turcomenistão

Visitar a província de Ahal, no Turcomenistão, não cheira bem, literalmente. Um forte odor de enxofre, que pode ser sentido em toda a região, inibe qualquer passeio que possa ser programado. Ele é exalado pela Cratera de Darvasa, também conhecida como Porta do Inferno.

Ela foi aberta em 1971, quando geólogos descobriram uma caverna repleta de gás natural. Houve um desmoronamento, que carregou os equipamentos que levavam. Temendo que o gás escapasse e atingisse a população, os cientistas recorreram ao fogo.  A intenção era de que o incêndio consumisse todo o gás. Calculavam que a situação estaria resolvida em poucos dias. Erraram feio. Até hoje as chamas ardem na região, rica em petróleo, enxofre e gás natural.

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Ilhas Izu, Japão

Cenário de terremotos e tufões, esse arquipélago composto por mais de duas dezenas de ilhas ao oeste do Tóquio, capital japonesa, tem também nos gases naturais o maior obstáculo para a visitação.  O cheiro de ovo podre causado pelas emissões de enxofre impregnam o ambiente. Isso não é o suficiente para ter as férias frustradas?

Em duas oportunidades toda a população teve de ser evacuada devido às emissões de gases danosos à saúde.  No início do século 21, houve permissão para que as ilhotas fossem habitadas novamente. Mas o uso de máscaras é aconselhado para diminuir o incômodo dos odores.

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Lusi, Indonésia

O cheiro dos gases naturais está presente, mas no caso de Lusi nem é o maior problema. Essa localidade na Indonésia teve a erupção de um vulcão de lama iniciada em 2006. Ela continua até hoje e os cientistas estimam que deve seguir por mais 30 anos. O vulcão chegou a despejar 180.000 mil metros cúbicos em um só dia. Atualmente, a quantidade é mais baixa. Ainda que diques tenham sido construídos para barrar a passagem da substância, frequentemente são rompidos. Isso causa o bloqueio de estradas e atinge as aldeias locais.

Embora aparentemente seja o vulcão de lama com maior potencial destrutivo no mundo, a maior parte dos vulcões desse tipo tem seu endereço no Azerbaijão. Estima-se que 300 dos aproximadamente 700 vulcões de lama conhecidos estejam no leste do país. Pode riscar da sua lista de passeios.

 

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