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Botswana: a África que nunca imaginávamos existir. Quer saber por quê? Confira!!

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Botswana quebra tradições e se torna ‘diamante’ do continente

Botswana, ao contrário da realidade do continente africano com sua infraestrutura precária, falta de segurança, governos que se impõem pelo terror, impossibilidade de comunicação com os moradores locais dado ao grande número de dialetos usados são motivos para compor uma lista de razões para não visitá-lo, foge a deste contexto de maneira surpreendente. Por muitos anos, raros países conseguiram convencer, mesmo os viajantes mais aventureiros, a colocar um pé na África.

Botswana está mudando essa história. A nação, vizinha da África do Sul, passou por uma revolução sem violência. Com governos democráticos e pequena população,  tem mostrado a força de uma das economias de maior crescimento no continente. O quadro de estabilidade tornou-se opção para expandir seus horizontes e conhecer a vida selvagem africana sem correr grandes riscos. Ali estão algumas das maiores reservas naturais da região.


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Protetorado britânico conquistou independência nos anos 60

Chamado então de Bechuanaland  (Bechunalândia), o país foi um protetorado britânico até a segunda metade do século 20. Ao conquistar a independência, em 1966, mudou de nome para Botswana.  Em português, os principais dicionários adotam a grafia Botsuana. Os dirigentes mantiveram o inglês como língua oficial, assim como o dialeto local, o setswana.

Ao contrário de boa parte de seus muitos vizinhos, desde sua independência teve eleições regulares e governos democráticos. Nunca houve um golpe de estado. Isso permitiu que sua população, de pouco mais de dois milhões de habitantes, tivesse uma incrível melhoria na qualidade de vida. A renda per capta (valor recebido,  em média, por cada cidadão anualmente) saltou de US$ 70 para mais de US$ 16 mil. Ainda é pouco se comparado com os países de primeiro mundo, mas o valor é bastante alto para os padrões africanos.


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Áreas naturais são preservadas

Com base na exploração de diamantes, a economia teve desempenho invejável. Com crescimento médio de 9% no final do século 20 e 5% no começo do 21, é de impressionar. O país é o maior produtor do mundo da peça utilizada em joias. Isso, contudo, não devastou a natureza. Botswana proibiu a caça de animais selvagens e criou uma série de áreas de proteção de sua fauna. Elas são o grande foco de atração de turistas.


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Parque de preservação reúne 50 mil elefantes

A mais importante delas é o Chobe Natural Park, com quase 11 mil quilômetros quadrados. É a terceira maior área de preservação de Botswana, perdendo em tamanho para o Central Kalahari Game Reserve e Gemsbok National Park. Mas foi a primeira a ser criada apresentando uma política de limitação do número de visitantes. Quem consegue um lugar tem a oportunidade de vivenciar uma experiência única. Com estradas que permitem somente o acesso a veículos 4×4, permite safáris fotográficos onde o turista tem acesso a hipopótamos, leões, tigres e uma grande quantidade de aves que fazem de lá seu habitat natural. Os elefantes são o destaque. Estima-se que o parque tenha 50 mil animais desse tipo, provavelmente a maior concentração da África.

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Ainda que a estrutura não seja luxuosa, afinal, essa não é o objetivo da reserva, o parque oferece locais para alimentação e hospedagem (em um pequeno hotel, barco ou mesmo em áreas para acampamento). Além de guias que garantem a segurança durante os passeios e tiram fotos com qualidade profissional. Só motoristas autorizados podem conduzir os carros em algumas áreas do Chobe Natural Park, fechadas a veículos particulares.


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Delta do Okavango é uma das sete maravilhas do continente

Um dos maiores deltas (foz de um rio formada por vários leitos do rio) internos do mundo,  o do Rio Okavango foi considerado uma das sete maravilhas da África. Por estar próximo a uma placa tectônica, quase toda água que chega ao local é evaporada. Apenas 4%  do total deságua em sistemas aquíferos ou flui para o Lago Ngami. Estima-se que, anualmente, 11 quilômetros cúbicos de água passem pela área.

Uma parte do rio faz parte da Reserva Moremi, outro parque nacional protegido.  A área sofre inundações a partir de março atingindo o pico nos meses de julho e agosto quando o Delta tem seu volume de água triplicado, criando uma imensa concentração de vida selvagem.

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As opções para conhecer a vida selvagem ainda incluem Maun, Kasane, Francistown, Makgadikgadi Pan, a reserva Mokodi Nature, o Parque Nacional Nxai Pan, Khwai, Ghanzi e, inclusive, a capital Gaborone. Sede do governo é a maior cidade do país. Abriga cerca de 230 mil habitantes. Ali estão localizados as mais importantes empresas de Botswana e, naturalmente, a melhor infraestrutura para hospedagem e alimentação. O centro de recepção é o Aeroporto Internacional Sir  Seretse Khama.

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Infelizmente a Aids é o maior problema do país

Alguns cuidados devem ser tomados ao visitar esse país africano. Embora os índices de criminalidade estejam entre os mais baixos do continente, a contaminação pelo vírus HIV, da Aids, é um dos perigos. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, um quarto da população entre 15 e 49 anos é portadora do vírus.

Apesar de Botswana ser um dos países da região com os tratamentos mais avançados, a infecção não foi contida. A transmissão da Aids acontece através de contato com o sangue, secreção vaginal, esperma ou leite materno contaminado com o vírus HIV.

 

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